terça-feira, 25 de abril de 2017

A Mãe Aparecida chega agora à Bahia!

Ao trono acorrendo da Virgem Maria 

Ave, ave, ave, ave Maria, Nossa Senhora Aparecida!

Três séculos faz à terra ela vinha

De nossos afetos ser doce Rainha
 
  Ó Maria Santíssima, pelos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo, em vossa querida imagem de Aparecida, espalhais inúmeros benefícios sobre todo o Brasil.

Eu, embora indigno de pertencer ao número de vossos filhos e filhas, mas cheio do desejo de participar dos benefícios de vossa misericórdia, prostrado a vossos pés, consagro-vos o meu entendimento, para que sempre pense no amor que mereceis; consagro-vos a minha língua para que sempre vos louve e propague a vossa devoção; consagro-vos o meu coração, para que, depois de Deus, vos ame sobre todas as coisas.
 Recebei-me, o Rainha incomparável, vós que o Cristo crucificado deu-nos por Mãe, no ditoso número de vossos filhos e filhas; acolhei-me debaixo de vossa proteção; socorrei-me em todas as minhas necessidades, espirituais e temporais, sobretudo na hora de minha morte.

Abençoai-me, ó celestial cooperadora, e com vossa poderosa intercessão, fortalecei-me em minha fraqueza, a fim de que, servindo-vos fielmente nesta vida, possa louvar-vos, amar-vos e dar-vos graças no céu, por toda eternidade.

Assim seja!


terça-feira, 4 de abril de 2017

Trabalho e (im)Previdência - Não dá para fechar o olhos e os ouvidos!



No dia 03 de abril, Ir. Fátima e eu participamos da “Conversa de Justiça e Paz” e achei muito valiosa a reflexão que partilho com vocês o que consegui anotar, pois o momento é de reflexão, união e mobilização. Não dá para ficarmos alheios/as ao que está acontecendo no País.

O tema da conversa foi “TRABALHO E (IM)PREVIDÊNCIA” e foi conduzida por dois peritos no assunto: Dra Luciana Jaccoud e Dr. Mauro de Azevedo Menezes.

O assunto tem sido discutido de maneira ampla por muitas entidades. A responsabilidade do Estado é muito grande. Deve garantir as pessoas que perdem a capacidade de trabalhar uma renda para a sua sobrevivência. A Previdência não está ligada somente aos que se aposentam por tempo de serviço. Há outras situações para as quais a sobrevivência deve ser garantida. É renda que sai dos próprios trabalhadores, através de arrecadação e tributos. É direito social. É o próprio trabalhador que cotiza. Opera com transferência de gerações. Uns contribuem enquanto outros a recebem.

Em 1988 houve significativa mudança na Constituição. Ampliou o pacto. A Previdência foi estendida ao trabalhador rural como solidariedade contributiva e também aos idosos e portadores de deficiência através do BPC (Benefício de prestação continuada). A Constituição de 1988 reconhece: a) os aposentados por contribuição e tempo de serviço; b) Os idosos e inválidos; c) os beneficiários do BPC. Essa mudança tem sido criticada com a afirmação que é insustentável. O Estado não está preocupado com a população mais vulnerável. O que precisa é estender o seu campo de assistência e não reduzir.

Atualmente a Previdência atende a 82% de aposentados com mais de 60 anos. Se tirar essa renda acontecerá um enorme impacto na sociedade.

ALGUMAS PROPOSTAS DA REFORMA:

a) Tempo de contribuição para ter acesso a aposentadoria – aumento de 15 para 25 anos; b) Regra única para homens e mulheres – 65 anos;
c) Regra única para trabalhador urbano e rural.
d) Aumento de idade para receber o BPC para idosos – 70 anos;
e) Desvinculação do BPC com relação ao salário mínimo. A estrutura da proposta da reforma é de exclusão, cada vez maior das pessoas pobres e vulneráveis.

CONCLUSÕES: A reforma provocará, caso seja aprovada, uma redução no direito de aposentadoria com impactos em

· Aumento da desproteção dos homens. Estima-se que 26% dos que se aposentariam (RGPS – Urbano - Regra Geral de Previdência Social) não conseguirão se aposentar com as novas regras;

· Aumento da desproteção da mulheres. Estima-se que 44% das que se aposentariam (RGPS -  Urbano) não conseguirão se aposentar com as novas regras;

 · Aumento de desproteção no campo. Estima-se que 80% dos que se aposentariam (RGPS - Rural) não teriam capacidade contributiva para se aposentar com as novas regras;

· Aumento da desigualdade entre homens e mulheres;

· Aumento da desigualdade entre urbano e rural;

· Aumento da desproteção de trabalhadores de menor renda e mais baixa escolaridade.

PROPOSTA DA REFORMA:

· Enfraquece a seguridade social em sua capacidade protetiva, impacto distributivo e garantia de condições mínimas, dignas de vida a pessoas com deficiência e idosos

· Ampliará o contingente de trabalhadores sem proteção na velhice;

· Ampliará o número de demandantes da Assistência Social;

· Reduzirá o valor do BPC com impacto negativo nas condições de vida das pessoas com deficiência e idosos beneficiários.

· Ampliará a pobreza e vulnerabilidade entre idosos e pessoas com deficiência;

· Ampliará a pobreza e a desigualdade no País.


REFORMA DO TRABALHO: Também mexe muito no conjunto dos direitos já adquiridos. Já é assustadora a aprovação da emenda constitucional:

a) Teto para crescimento das despesas vinculadas apenas a taxa inflacionária por 20 anos;

b) Aprovação congressual da majoração da DRU (despesas da união) de 20% a 30%.

São medidas perversas que incidirá drasticamente sobre a educação, saúde, assistência social, transporte, moradia... E mais, já aprovada a lei da terceirização que desprotege o trabalhador. A reforma trabalhista que as pessoas tem colocado em segundo plano é tão perversa quanto a reforma da previdência. O objetivo é diminuição de custos trabalhistas e diminuição de flexibilidade de regras trabalhistas no ambiente de negócios. Facilitará unicamente o investidor e não o trabalhador. A reforma está em total descompasso com os princípios e normas da Constituição Federal

No final, a observação feita foi que se acontecerem essas reformas é melhor “rasgar a Constituição Federal”.

Irmãos e Irmãs, é ou não é hora de nos unirmos mais, como cristãos e cristãs? Quem será afetado/a com as reformas?

Os destinatários da nossa Missão, os pobres, os pequeninos, os vulneráveis, crianças, idosos e deficientes! Não dá para fechar o olhos e os ouvidos! Nosso povo ainda não sabe dos impactos que causarão as reformas.

Brasília, 03 de abril de 2017

 Ir. Maria Inês V. Ribeiro, mad

Presidente da CRB Nacional

SDS Bloco H nº 26 Sala 507 Edifício Venâncio II
CEP: 70393-900 - Brasília – DF

Tel.: (61) 3226-5540

quarta-feira, 29 de março de 2017

Um pouco da Assembleia Geral Ordinária (AGO) 2017



A CRB Nacional realizou a Assembleia Geral Ordinária, dia 28 de março de 2017, no Centro Cultural de Brasília (CCB), em Brasília (DF), com a presença da Diretoria, da Equipe Interdisciplinar, Conselho Fiscal, representantes e coordenadores das 20 Regionais e Assessores Nacionais Executivos.

No seu Relatório, a presidente, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, lembrou que “Animar, coordenar e representar a Vida Consagrada do Brasil é a missão da Diretoria da CRB Nacional. Com alegria buscamos concretizar esta grande e bonita missão acompanhando a caminhada, acontecimentos, celebrações, vitórias, conquistas, desafios, dificuldades, luzes e sombras dos Religiosos e Religiosas das Congregações, Institutos e Ordem no Brasil”.

“Confiantes na ação do Espírito, que faz brotar coisas novas e na presença de Maria, que nos contagia com sua gratuidade e prontidão, saímos depressa para concretizar as propostas do novo Horizonte e as Prioridades assumidas na Assembleia Geral Eletiva em 2016. Nos empenhamos na elaboração do Plano do Triênio 2016-2019 planejando atividades para cada uma das Prioridades em sintonia com as necessidades da VRC, apelos da realidade e da Igreja", relatou.

Foi apresentado alguns projetos que a CRB Nacional conduz na formação permanente da VRC do Brasil e de outros países e na animação da VRC.
  CERNE 2017

 Houve durante a ago, significativas celebrações
 Foi feita a Análise de  conjuntura com a assessoria do Prof. Pedro Gontijo 


 Houve reflexão em Grupos







Foi feito também o lançamento do caderno sobre Leitura Orante da Palavra de Deus - subsídios para a VRC no Ano Nacional Mariano, "Saiamos depressa ao encontro da vida" - CLAR, preparado pelo Pe. Tomaz Hughes, svd, membro da equipe interdisciplinar da CRB.





 Apresentações das Regionais



O Instituto Axis, representado por Sebastião Venâncio e Márcio Moreira, apresentou uma análise a partir de estudos feitos sobre a CRB, enfatizou destaques como: riqueza de conteúdos, força na execução, multiplicidade de projetos e ações, diversidade de públicos e adaptações locais.
A apresentação da AXIS enfocou nas questões do Plano Trienal, avaliação de projetos e lideranças.

Destacou:
Como dar conta da rotatividade de religiosos/as?
Como a CRB é percebida?
O que falta para haver mais pertença?
Seria interessante um software com todos os projetos e ações?
Planilha com diagnóstico das dificuldades regionais?

Considerando as quatro prioridades da CRB, com seus 17 projetos.
Multiplicidade de ações, “Sinais empoderados de futuro” , “Coração ardente e pés peregrinos”, levantou questões como:

  • Seria valioso, importante, um painel de acompanhamento? (painel gerencial, “dashboard”)
  • Seriam relevantes indicadores e metas? (em construção participativa)
  • Conceitos como eficiência e eficácia são necessários?
  • A avaliação da efetividade seria relevante?
  • Como olhar, acompanhar os processos e não apenas os resultados?
  • Uma matriz de prioridades poderia trazer alguma contribuição? - GUTI (agregar ao item “Importância” o “coração e a mística”)

Na Comunicação:
  • Quem são os públicos-alvos? (Definição prévia dos interessados – “stakeholders”), mensuração de acessos, ouvidoria, feedbacks?
  • Banco de perguntas?
  • Como reverter, como evoluir, da “fluidez religiosa e das reações fundamentalistas”?


Entre tantas atividades destacou-se que a Comunidade Missionária Intercongregacional no Haiti, contou, em 2016, com a presença e a significativa ação de 08 Religiosas pertencentes a 08 Congregações:
  1. Ir. Maria Goreth Ribeiro (Filhas de Santa Teresa - Teresianas),
  2. Ir. Rosângela Ferreira da Silva (Missionária de Jesus Crucificado), regressou ao Brasil em setembro de 2016,
  3. Ir. Maria Câmara Vieira (Servas da Santíssima Trindade),
  4. Ir. Ideneide do Rêgo (Irmãs Carmelitas da Divina Providência),
  5. Ir. Marlene Aparecida Avansi (São Francisco da Providência de Deus) regressou ao Brasil,
  6. Ir. Zenaide Laurentina Mayer (Franciscanas de São José),
  7. Ir. Vanderléia Correa de Melo (Instituto das Irmãs Franciscanas de Cristo Rei)
  8. Ir. Helena Margarida ( Fraternidade esperança).



Para Pemba, Moçambique, África, foram enviadas quatro missionárias de diferentes Congregações:
  1. Ana da Glória, da Congregação das Franciscanas Penitentes Recoletinas
  2. Neusa Aparecida Bernardo, da Congregação das Franciscanas da Penitência
  3. Francisca da Silva Maia, da Congregação das Cordimarianas
  4. Telma Silva de Oliveira, da congregação das Irmãs da Purificação de Maria Santíssima

Realizaram-se vários Projetos Sociais, Redes e Parcerias:

Através da valiosa contribuição da Ação Episcopal Adveniat, a CRB Nacional constrói pontes de ajuda a vários Projetos de Proteção Social Básica.
A Rede “Um Grito pela Vida” que tem por objetivo ações contra o tráfico de pessoas, prossegue seu desafiante trabalhos, organizada em 23 núcleos, com mais de 300 Religiosas/os envolvidos. Neste ano celebra 10 e acontecerá um Seminário especial de avaliação e celebração, em Brasília.

Muitas outras parcerias foram concretizadas, somando com várias outras entidades, organismos e a CNBB.

No final, foi feito um agradecimento a todas as Congregações que liberam seus Irmãos, Irmãs ou Presbíteros para assumir a missão na CRB Nacional. Contando com as orações de todos/as, elevamos um hino de louvor ao Deus da Vida pelo bem que a CRB vem realizando de dedicação ao povo de Deus.
Momento especial foi a celebração de entrega da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida para a Regional de Vitória, onde ficará de 01 a 22 de abril.

terça-feira, 21 de março de 2017

Primavera e inverno dos migrantes

 Marko Djurica/Reuters
Pe. Alfredo Gonçalves
Começa a “primavera boreal”, como é chamada essa estação luminosa no hemisfério norte. Para os migrantes, refugiados e prófugos, porém, o céu continua nublado, o horizonte sombrio e o caminho bloqueado por muros, leis e intolerância. Embora sonhem com a primavera, tropeçam a cada esquina com o inverno.
De acordo com as autoridades italianas, de 1º de janeiro/2017 até os dias de hoje, nada menos do que 18.232 imigrantes cruzaram a “rota mediterrânea”, desembarcando nos portos da Itália. Desse total, quase 2.500 são menores desacompanhados. Grande parte provém da Líbia, Eritreia, Etiópia, Sudão, Nigéria, entre ouros países.
Semelhante dados superam em 31% o volume de migrantes desembarcados nas costas italianas no mesmo período de 2016; e em 80% o volume de imigrantes desembarcados em igual período de 2015. Os números crescem a olhos vistos, juntamente com pessoas, grupos e partidos xenófobos e intransigentes, que defendem o fechamento das fronteiras.
Boa parte, na iminência de naufrágio, foram salvos pela Guarda Costeira e conduzidos a um dos campos de acolhida. Estes abrigos, relativamente provisórios, encontram-se superlotados e em situações precárias, no limite de suas possibilidades. O que, nos últimos meses, deu origem a uma série de tensões e distúrbios.
Ontem, 20 de março, realizou-se em Roma uma reunião de cúpula entre representantes de alguns países da Europa e outros da África. Duplo objetivo: de um lado, combater a rede do tráfico de seres humanos, desde o continente africano para o continente europeu; de outro, distinguir aqueles que possuem direito a asilo político, perseguidos pela violência e pela guerra (refugiados reconhecidos) daqueles que não o possuem (migrantes socioeconômicos em geral).
Para além desse objetivo duplo, esconde-se um outro, mais ou menos dissimulado. Tentar frear o fluxo na “rota mediterrânea”, num acordo entre o polo de origem (países africanos) e o polo de destino (Itália/Europa). Mutatis mutandis, repete-se o acordo entre a Turquia e a Europa, concluído meses atrás, também para deter os imigrantes que tentam entrar pela “rota balcânica”.
Pergunta-se: como fazer a distinção precisa entre refugiados, de uma parte, e migrantes sociais e econômicos, de outra? Quais os critérios utilizados? A fome e a carestia, a pobreza e a miséria também matam, e o fazem aos milhares e milhões. Do ponto de vista da dignidade humana, como distinguir as vítimas da perseguição, da prisão ou da morte violenta – por motivos políticos, ideológicos ou religiosos – das vítimas da subnutrição e de uma morte lenta mas inexorável, a morte cotidiana e a conta-gotas?
Do outro lado do Atlântico, o presidente Trump continua trombeteando duramente contra a imigração. Também ali, a primavera parece converter-se em inverno para quem arrisca o futuro nos Estados Unidos. Além do braço de ferro com o pode judiciário, o presidente prossegue a política de militarização das fronteiras, de rígido controle sobre as entradas de imigrantes e de uma deportação mais massiva. Tudo isso em um país cuja história foi estruturalmente marcado pela presença enriquecedora de imigrantes.
Roma, 21 de março de 2017

10 anos de Um grito pela vida!


"Não" ao Tráfico de seres humanos

O tráfico de pessoas é uma grave violação dos Direitos Humanos. É um crime realizado com o propósito de exploração na indústria do sexo, servidão doméstica, trabalho escravo e venda de orgãos. 
"Um grito pela vida" é uma Rede Intercongregacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
Reúne mais de 250 religiosos/as e leigos/as presentes em 22 estados e no Distrito Federal
Integra Talitha Kum - Rede Internacional da Vida Religiosa de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
Ir. Eurides Alves de Oliveira, icm, coordenadora da Rede Um Grito pela Vida, participou da transmissão ao vivo pelo Facebook.com/CRB NACIONAL, juntamente com  as Equipes de articulação e ampliada de coordenação nacional. Falaram sobre a celebração dos dez anos da Rede inter-congregacional, no enfrentamento ao tráfico de pessoas no país.

sexta-feira, 17 de março de 2017

#PeloDireitoàFilantropia

A provincial da Congregação Missionárias Servas do Espírito Santo, Ir. Percila, partilhou com as Irmãs a carta da presidente da CRB, Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, mad, alertando sobre os efeitos da PEC 287 para os trabalhos de evangelização e convocando a todas para a ação para sensibilização dos deputados e senadores.
A carta foi divulgada entre as irmãs sob orientação de apoio da própria Ir. Percila, que também solicitou o uso da rede social para aumentar o engajamento a esta ação.
Assim, tomaram a iniciativa de publicar a carta e o posicionamento no blog das missionárias e criar uma série de artes para Facebook que já estão sendo divulgadas e compartilhadas. Nomeamos a campanha de #PeloDireitoàFilantropia.
Parabéns, Mission
árias Servas do Espírito Santo.

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